quarta-feira, 30 de maio de 2012

Inteligências Múltiplas: quais são elas e como operam

A teoria das Inteligências Múltiplas surgiu na década de 1980 com Howard Gardner e seu livro Inteligências múltiplas: a teoria na prática (Ed. ArtMed) que revolucionou as ideias sobre o o que significa ser inteligente, as quais não eram revistas desde a segunda metade do século 19!


O Jornal Leitura Espírita, publicado pelo Instituto Lachâtre, em sua Edição 02 (Junho 2012) traz, como matéria de destaque uma ampla reflexão sobre esta questão, com suas implicações de natureza espiritual e educacional, contemplando um pouco da história do conceito entre outras considerações.
Neste espaço, oferecemos aos interessados um quadro reunindo os tipos de inteligências propostos pelo autor estadunidense, bem como algumas que foram acrescidas posteriormente.
Gardner observou que o que se chamava de inteligência, até então, referia-se apenas a uma capacidade de responder a testes de inteligência. Com a sua teoria, passava a ser possível pensar-se inteligência como "a capacidade para resolver problemas ou elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou comunitários", como ele próprio consigna no livro citado. Cada inteligência seria uma faceta ou um talento.




A capacidade de desenhar como Da Vinci, a sensibilidade musical de Mozart, a habilidade lógico-matemática de Einstein são os aspectos desenvolvidos que estas criaturas traziam dentro de si, dentre todas as inteligências de que foram dotados, em diferentes graus.
Originalmente, Gardner relacionou oito inteligências, por meio de critérios que se referiam à sua localização no cérebro, a informações sobre os indivíduos talentosos e normais, em cada aspecto específico; a estudos sobre a evolução da cognição e da perda de capacidades cognitivas relacionadas a quadros de lesão cerebral, entre outros. São elas:

1. Inteligência lógico-matemática
Refere-se à capacidade de raciocínio científico ou indutivo, e também pensamento lógico-dedutivo. A capacidade de reconhecer padrões e de lidar com símbolos abstratos está envolvida também.

2. Inteligência linguistica ou verbal
Expressa-se no uso da linguagem escrita, falada ou através de outro meio, pela capacidade de lidar com os significados das palavras, seguir regras gramaticais e aplicar a linguagem ao uso literário ou informativo, persuasivo ou poético. Inclui o pensamento abstrato e simbólico.

3. Inteligência musical
Relaciona-se no reconhecimento de padrões de tons e sons do ambiente, na sensibilidade para perceber ritmos e batidas. Pode incluir também capacidades para tocar instrumentos musicais.

4. Inteligência corporal-cinestésica
O uso do corpo em suas várias possibilidades expressivas e habilidades motoras, incluindo todas as formas de movimento e dança, incluindo as práticas esportivas e a própria prestidigitação (habilidade dos mágicos).

5. Inteligência espacial
Relaciona-se à capacidade de formar modelos mentais e de operar com tais imagem que pode ser construídas a partir de leituras, de sons ou de impressões táteis e é uma capacidade bastante útil a quem lida com artes visuais, arquitetura e também cirurgia.

6. Inteligência interpessoal
Consiste na capacidade de relacionar-se com as outras pessoas e de bem comunicar-se, de trabalhar em regime de cooperação. Permite ainda perceber oscilações de humor nas outras pessoas e interagir positivamente com estas oscilações.

7. Inteligência intrapessoal
Relaciona-se ao autoconhecimento e à gestão dos estados interiores, permite formar um conceito verossímil de si mesmo e confere significativo grau de intuição.

8. Inteligência naturalística
Gardner descreveu o naturalista como ”apto para reconhecer flora e fauna, fazendo distinções relativas ao mundo natural e para usar essa habilidade produtivamente na agricultura ou nas ciências biológicas”.

Posteriormente, mas com base nos mesmos pressupostos de Gardner, a tese do psicólogo Robert Emmons, da Universidade da Califórnia, proporia a existência de uma inteligência existencial/espiritual, que não apenas permitiria estabelecer contato com o que as religiões denominam “o divino”, mas também contato consigo mesmo, o mundo e a vida, encontrando ali uma realização cognitiva “espiritual”.





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